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ABGC comemora 10 anos de convênio com Universidade Cândido Mendes

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 13:09

A Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) está comemorando uma década de convênio com a Universidade Cândido Mendes no seu Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais.

Pioneiros no Rio de Janeiro – com o primeiro curso de graduação em Produção Cultural oferecido na cidade – e no Brasil – com a primeira pós-graduação em Gestão Cultural do país – os organizadores dão início neste mês à IX turma de seu MBA em Gestão Cultural, com atualização do currículo, diante das novas requisições do cenário cultural nos dias de hoje.

E tem mais novidade: Liliana Magalhães, gestora cultural com ampla atuação no setor em várias regiões do país, que esteve por 9 anos à frente da implantação e superintendência do Santander Cultural em Porto Alegre, assume a vice-presidência da ABGC, com a missão de ampliar as ações empreendedoras da instituição.

Em entrevista ao Cultura e Mercado, a presidente da ABGC e coordenadora acadêmica do MBA em Gestão Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes, Kátia de Marco, fala sobre a história e as novidades no curso e a relação entre universidades no que diz respeito à formação acadêmica na área cultural.

Cultura e Mercado - O curso MBA em Gestão Cultural comemora 10 anos em 2012. Quais as principais mudanças vocês identificam neste período no que diz respeito à área no Brasil, e como elas interferiram na evolução do curso?
Kátia de Marco - Quando desenvolvi o currículo do curso em 2002, fundando o Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais da UCAM, não havia muitos parâmetros nas pesquisas que realizei quanto a cursos similares nesta área neófita (nenhum no Brasil ainda com a nomenclatura em Gestão Cultural) como um novo saber e nova profissão.

Os cursos regulares aos quais me inspirei foram as pós-graduações já com a nomenclatura de Gestão Cultural oferecidos desde 1999 na Universidade de Barcelona. O termo Gestão Cultural como um novo campo baseado na área de “Administração de Empresas”, foi cunhado pela OEI/Espanha – e ampliava o olhar latinoamericano na dimensão de estudos do que se conhecia como “Arts Management”, das artes para as manifestações culturais em sentido amplo. E propunha o deslocamento de uma metodologia organizacional para a abordagem da cultura como cidadania, desenvolvimento, indústria e negócio.  Era de fato algo incipiente e praticamente inédito no Brasil.

No Brasil, na esfera acadêmica, se desenvolviam os segmentos intitulados como “Marketing Cultural” e “Produção Cultural”, na busca de sistematização do conhecimento multidisciplinar que o setor já demandava na época. Assim, como corolário da fundação do ministério da cultura e da instituição do sistema de financiamento público via leis de incentivo, dando o start  nos processos de profissionalização e de institucionalização da cultura no país, surgiram o MBA em Gestão Cultural e a Associação Brasileira em Gestão Cultural, em convênio com a Universidade Candido Mendes.

Daí em diante, durante esta década, acompanhamos o ministério capitaneado por Gilberto Gil, com o intuito de desenhar e instaurar uma política de cultura a ser veiculada por inúmeros programas e sistemas, onde a ciência da gestão, pautava a construção das metodologias de pesquisa, capacitação, elaboração, distribuição, monitoramento e formalização destes programas, que implementavam esta nova política (Política Nacional de Museus/2003, I Conferência Nacional de Cultura/ 2005, inaugurando as bases para  o Plano Nacional de Cultura, Mais Cultura, Cultura Viva entre outras). Dentro deste universo, aos poucos também extensivo à um percentual crescente de estados e municípios que criavam suas secretarias de cultura e leis de incentivo, desenvolveu-se o foco da gestão em cultura junto à àreas do saber como economia, política, sociologia, museologia, que passam a renovar seus objetos de estudo específicos, diante desta nova visão ampliada da cultura na contemporaneidade.

Acompanhando tantas mudanças neste cenário de profissionalização da cultura no Brasil e na América Latina, nosso curso foi se metamorfoseando para atender a formação deste profissional que passava a ampliar suas possibilidades de atuação em um mercado de trabalho que se aquecia diante de tantas transformações nas maneiras de ver, de fazer, de comunicar e de vender a cultura.

CeM - Qual é a média de alunos do curso (números e perfis profissionais)?
KM - Nas oito turmas implementadas desde então, formamos um universo de cerca de 300 alunos que encontram-se , em boa parte, contribuindo efetivamente para esta ativação da profissionalização dos setores culturais no país. Se nas primeiras turmas recebíamos em grande parte artistas diversos que queriam se capacitar para gerir com mais eficácia as suas carreiras, produtores profissionais que tinham um aprendizado empírico e queriam aprofundar e embasar seus conhecimentos, de tempos para cá, recebemos também, dividindo a cena, profissionais advindos de diversas áreas formativas que percebem a cultura como um campo promissor de intersecão e interação com os seus saberes nas áreas de administração, economia, direito, contabilidade, ciências sociais, museologia, comunicação, etc. Deste modo a pós-graduação vem crescendo em demanda, como uma especialização no campo da cultura, para a atuação de diversas áreas das graduações em gestão, comunicação e artes.

CeM - E como é feito o processo de seleção?
KM - Análise de currículo e entrevista. Mediante o contato direto com o candidato, a ideia é orientá-lo quanto à dimensão   da proposta do curso, tirarmos suas dúvidas, conhecermos a sua expectativa e seu perfil de atuação profissional.

CeM - Vocês também promovem turmas exclusivas para empresas e instituições sociais. Como funciona esse programa?
KM - Sim. Estes programas têm uma proposta segmentada em atender os objetivos específicos institucionais e de colaborar com os conteúdos inovadores do campo da Gestão Cultural enquanto conhecimento instrumental para o desenvolvimento e atualização dos quadros funcionais e para a dinamização das práticas das entidades.

CeM - De que maneira as atuais discussões sobre economia criativa devem ser abordadas no curso?
KM - Desde a primeira turma do curso, oferecemos a disciplina de Economia da Cultura, ministrada por professores como  Luiz Carlos, Prestes Filho, Ana Carla Fonseca Reis e Arnaldo Deutscher. Como falei, tivemos sempre a autonomia e o objetivo de atualizar sempre os conteúdos e ementas das disciplinas acompanhando os cenários atuais e convidando sempre os melhores especialistas de cada área afim, com o duplo perfil, acadêmico e executivo. Nos dias de hoje, essa disciplina central em nosso currículo circunda os desafios da urbanização integrando a cultura como vetor econômico e social, com a dimensão da cidades criativas, e na dimensão econômica das cadeias produtivas como canal de desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade para às artes e à cultura.

CeM - E no que diz respeito às novas tecnologias para a produção cultural?
KM - Também desenvolvemos em nosso currículo desde 2005, com consultoria da Eliane Costa, um módulo inteiro para os conteúdos da Cultura Digital. Vide no CV do curso o VI módulo ” Cultura e Tecnologia”. Neste módulo abordamos a tecnologia da informação, como conteúdo sociológico, instrumento empírico como recurso visual de exibição das produções, de ampliação de audiência, como comunicação corporativa, como área do direito etc.

CeM - Quais outras novidades você destaca para a turma deste ano?
KM - Para esta IX turma promovemos uma reestruturação ampla no currículo. Tanto no que diz respeito à ajustes de carga horária e novos professores,  como também à conteúdos novos que se fizeram fundamentais para o aprofundamento em Gestão Cultural na atualidade:

. Gestão de Coleções e Acervos Museais – Cícero de Almeida – IBRAM/UNIRIO
. Programas de Desenvolvimento de Públicos – Liliana Magalhães – ABGC/SOMOS
. Modelagem e Seleção de Projetos – Mariana Várzea – SMU/SEC/RJ
. Gestão de Projetos – Pablo Castellar – OSB
. Gestão de Organizações Sociais – Emanuel de Melo Vieira – SEC/RJ
. Análise de Fundos Alternativos e Cooperação Internacional – Pedro Lessa – CDI
. Pesquisa e Indicadores Culturais – Cristina Lins – IBGE
. Turismo Cultural e Cidades Criativas – Heliana Marinho – SEBRAE
. Tecnologia e Gestão Cultural – Maria Arlete Gonçalves – Oi Futuro
. Gestão e Tecnologia da Informação – Ely Barbosa- UCAM

CeM - Recentemente a ABGC promoveu um estudo que mapeou os cursos de graduação e de pós-graduação na área de produção e gestão em cultura existentes em todo o país. Constatou-se que existem mais de 100 cursos distribuídos por universidades brasileiras. Podemos apontar as características comuns e as principais diferenças entre eles?
KM - Ressinto muito a falta de fóruns nacionais e regionais acerca de pesquisas, estudos de impacto e seminários sobre as nomenclaturas e currículos dos cursos de graduação e de pós-graduação nas áreas de produção, gestão e entretenimento na cultura, que existem desde 1995 no país. As universidades trocam muito pouco entre si quanto à formação acadêmica no setor, e cada uma segue basicamente sua experiência nuclear de maneira mais unilateral. Ao meu ver, caberia ao MinC e ao Ministério da Educação promoverem incentivos para esses encontros de instituições formadoras e promover programas em conjunto com as universidades para que houvesse um termo de referência que pautasse qualitativamente a composição destes currículos tão diversos e, em muito casos, tão pouco fundamentados e aprofundados.

 

Cultura: fonte de inovação

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 08:58

No momento eufórico em que vivemos, de uma retomada de crescimento do país, é, no mínimo, oportuno olharmos para a cultura e o seu inerente potencial transformador.

Não é por acaso que nas últimas três décadas, a cultura e a economia vêm sendo abordadas como processos criativos, multidimensionais e integrados às energias das comunidades. Sob esse aspecto, ambas garantem um desenvolvimento baseado nos valores e significados das diferentes e particulares identidades locais.

Foi também nos últimos anos que se caracterizou ser da cultura a função de identificar e defender a diversidade para lidar com o fenômeno da globalização. Nesse sentido, a multiculturalidade (o grande diferencial competitivo brasileiro) expressa em vários segmentos produtivos, sob as mais variadas linguagens, tem proporcionado a formação de um capital cultural – tangível e intangível – tão valioso, gigante e diverso quanto a dimensão geográfica do nosso país.

A visão de que a cultura e a arte pertencem a um mundo paralelo e alienado às questões práticas do cotidiano, está ultrapassada. Na realidade, assistimos hoje a uma variada gama de práticas e ao surgimento de modelos de gestão empreendedora, geradores de emprego, renda e de forte impacto na economia que, também conectados com outros setores produtivos da sociedade, se tornam incubadoras de novos sistemas de valores, de trocas, de tendências e de possibilidades de crescimento sustentável.

É, portanto, na pauta dessa economia criativa que a cultura estabelece e impulsiona as possibilidades de geração de inovação. Em um ambiente instigante para as demandas “do novo”, os espaços, serviços e produtos da arte proporcionam o diálogo aberto e lúdico, a integração de expertises (as mais diversas) e a capacidade de provocar a experimentação.

Um indício claro do valor da cultura no crescimento do país também se vê nos índices que medem o consumo da classe média por produtos e serviços culturais. Maior segmento econômico do país, com mais de 95 milhões de pessoas, quase 50% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a nova classe média tem na cultura uma das suas prioridades de consumo.

E ainda, segundo o Relatório de Economia Criativa de 2010, da Organização das Nações Unidas (ONU), entre os anos de 2002 e 2008, apesar dos 12% de declínio no comércio global geral, o comércio mundial de bens e serviços criativos, especificamente, prosseguiu a sua expansão refletindo uma taxa de crescimento anual de 14%. Nesse panorama, o Brasil é o país da América Latina com o maior saldo positivo no comércio exterior de produtos e serviços ligados à cultura segundo o Creative Economy Report 2010 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Diante desse cenário, a questão que se coloca é: será que existe algo que melhor simbolize a capacidade humana para criar valor do que a cultura? Max Weber já sentenciava que, “Se a história do desenvolvimento econômico nos ensina alguma coisa é que quase toda diferença está na cultura”.

Quando pensamos na cultura como um processo permanente de reinterpretação de ideias, a partir dos mais variados repertórios de pessoas ou regiões, na geração do “novo”, pensamos também, imediatamente, no quanto o design é um agente fundamental da construção do diferencial do código Brasil.

Portanto, seja você quem for, faça o que fizer e esteja onde estiver, fique ligado. Aproveitar o consumo de bens e serviços culturais de forma consciente e voltada ao conhecimento é a bola da vez. Participar e integrar seu grupo, família, empresa ou organização a práticas de agentes e espaços da arte e da cultura e dar vez à experimentação são, sem volta, caminhos para inovação.

*Publicado originalmente na revista Design to Branding Magazine

Operadores de cinema investem em alta tecnologia para atrair público

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 08:31

Reportagem do Valor Online desta quinta-feira (17/5) mostra como operadores de cinema no mundo inteiro estão interessados em investir em alta tecnologia para atrair o público. No mês passado, a convenção CinemaCon, em Las Vegas, reuniu esses operadores com empresas de tecnologia para apresentar novidades como projeções mais rápidas para aumentar a clareza da imagem; novos sistemas de som ambiente imersivos; projetores a laser de 3-D; bilhetagem sem papel, e mais.

As bilheterias começaram fortes neste ano, mas o número de bilhetes vendidos nos Estados Unidos e Canadá caiu 19%, para 1,3 bilhão, no ano passado em relação a 2002, segundo dados da Associação de Filmes da América. Isso deixou os operadores de cinema abertos a experimentos com novas tecnologias, que possam tirar os frequentadores mais relutantes em gastar – especialmente os jovens – da frente dos seus televisores de plasma, aparelhos de DVD, videogames e, cada vez mais, vídeos na internet.

A Dolby Laboratories Inc., por exemplo, deve testar o seu sistema de áudio Atmos em 10 a 15 cinemas em diferentes países, durante as exibições do filme “Valente”, dos estúdios Pixar Animation, da Walt Disney, a estrear em junho. O Atmos permite que o som seja direcionado através de alto-falantes espalhados por toda a sala de projeção, até mesmo no teto. Os sistemas atuais geralmente transmitem o som a partir de alto-falantes instalados nas paredes.

A Imax Corp. está apresentando um protótipo inicial de um sistema de projeção digital desenvolvido pela Barco Inc. que usa lasers em vez de lâmpadas para projetar as imagens na tela, fornecendo uma luz mais brilhante e confiável. Os projetores só estarão prontos para venda no fim de 2013, no melhor dos casos, dizem as empresas de filmes e de tecnologia, mas alguns dos presentes na CinemaCon puderam sentir o gosto do sistema.

A íntegra da reportagem está disponível para assinantes aqui.

*Com informações do Valor Online

Fundação norte-americana financia artistas com carreira consolidada

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 08:20

A recessão abalou a maior comunidade de artes dos Estados Unidos – a do estado de Washington – e os artistas individuais do país perderam apoios financeiros importantes tanto do setor público quanto do privado.

Para tentar preencher a lacuna deixada por estes investimentos, a Doris Duke Charitable Foundation – instituição filantrópica criada a partir da herança da filha do magnata do fumo e da energia elétrica James Buchanan Duke, morta em 1993 – anunciou, no fim do mês passado, a doação de US$ 50 milhões de dólares a artistas performáticos nos próximos 10 anos.

Além do alto valor, o que chama atenção é sua destinação. Os primeiros 21 contemplados com uma parcela do montante – que pode chegar a US$ 275 mil – são artistas com carreiras consolidadas no jazz, na dança e no teatro contemporâneo, muitos deles surgidos nas décadas de 60 e 70. “Pense nisso como um voto radical de confiança na criatividade de mais de 200 artistas, que agora têm liberdade de fazer experimentos, refletir, tentar algo novo sem medo de falhar”, afirmou Ed Henry, presidente da Doris Duke foundation, ao jornal Washington Post.

O fundo também inclui o financiamento (superior a 20% da quantia) para o desenvolvimento do público. Como se sabe, é fácil encontrar pessoas nos EUA com vontade de criar obras de arte interessantes. O desafio é encontrar um público para o trabalho de tais artistas.

A maior aposta, no entanto, está na ideia de que, melhor do que criar alguns vencedores, é fomentar a tradição das artes nos Estados Unidos. Dando força a medalhões da cultura americana, a doação pretende garantir que mais pessoas vejam e apreciem estes trabalhos para serem inseridos neste mundo.

O novo programa começará em 2012, marcando o 100º aniversário de nascimento Doris Duke. O valor do legado de Duke para a fundação está agora estimado em US$1,6 bilhão.

Clique aqui para ler o artigo da revista inglesa e aqui para conferir o texto do jornal americano.

*Com informações da The Economist e do The Washington Post

O museu e a arte contemporânea

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 08:18

Na arte contemporânea não existe limites estabelecidos para a invenção da obra, embora nem tudo em nome da liberdade, sem critérios e sem o risco de referências, a transgressão sem saber de que, divulgado como arte, é arte. Com o deslocamento dos suportes tradicionais, a exemplo da pintura e da escultura para outras opções estéticas ou experiências artísticas em processo, com o uso de novas tecnologias disponíveis, ou não, mas principalmente com um novo conceito do que vem a ser uma obra de arte, hoje em dia, coloca em xeque o museu tradicional. Determinadas linguagens de natureza diversificadas da atualidade solicitam a reformulação de demandas e estratégias museias, um outro modelo museológico e museográfico.

O museu é o recipiente de conservar uma coleção e preservar uma herança estética e cultural de um tempo que passou e do presente para significar o possível futuro. Ele ocupa um lugar de destaque entre os diferentes elementos que compõem o sistema da arte. Assim como o hospício e a clínica, é provável ver nele um espaço de confinamento, um espaço sagrado, intocável e asséptico de exposição de objetos, que exige do espectador um ritual de contemplação, quase em silêncio, das chamadas obras de arte.

Não é um lugar neutro, tem história e implicações ideológicas. Na primeira metade do século XX, o museu de arte era o depósito de repouso do moderno, questionado no início desse século pelo precursor das poéticas contemporâneas, Marcel Duchamp e seu novo paradigma, bem humorado, para a arte: não mais uma coisa criada pelo artista, mas a coisa que o sujeito reconhecido como artista escolhe e decide para ser a obra de arte.

O museu como lugar passivo foi desarticulado com o Minimalismo na década de 1960 e logo em seguida a Arte Conceitual entrou em cena questionando de forma crítica e decisiva as instituições culturais, em especial o museu, o templo da sacralização da arte. O embate foi travado entre o museu e as novas propostas artísticas, efêmeras, privilegiando a ideia contra a materialidade que se armazena na instituição e alimenta o mercado de arte com mercadorias. A arte, desde então, passou a ser uma usina geradora de críticas, provocações e incômodos. Os mal-entendidos entre a arte e a instituição museal foram inevitáveis e imprevisíveis.

O caráter problematizador dessa produção de arte praticamente rejeitou o estatuto da obra de arte como produto, isto contrariou interesses do mercado e o desejo de classificar e acomodar da instituição museológica. Para a arte contemporânea, o museu com sua arquitetura característica, com função de alojar uma diversidade de procedimentos, é um laboratório de ensaio do que pode ser uma obra de arte, um campo de experimentação. O museu é indispensável, é o ponto de partida e a estação de chegada. É ele que legitima o que se designa experiência artística. E o papel do museu, mais do que armazenar obras, é ser um espaço de pensamento crítico e educativo, frequentado por um público ativo e não mero observador do que está em exposição.

De certa forma, a arte, produzida hoje, expõe feridas da cultura e do sistema da arte. E o imaginário museal tem uma importância na formação do olhar capaz de pensar sobre a arte, do olhar que deixou de contemplar passivamente para experimentar e vivenciar. A arte de hoje não nos diz nada como a arte do passado, ela convida o espectador para refletir sobre o que é uma obra de arte e suas relações com o sistema institucional. Nesse caso, o museu é o lugar privilegiado para o exercício do pensamento, até porque, as obras efêmeras são transferidas ou resgatadas para dentro do discurso e da instituição museológica pelos documentos, registros e reproduções.

Grupo de Trabalho discute redesenho do programa Cultura Viva

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 07:11

O Grupo de Trabalho Cultura Viva promoveu encontro nesta segunda (14/5). A reunião é um momento em que a equipe do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC), internalizam o chamado “redesenho” do programa Cultura Viva e discutem o planejamento estratégico da secretaria frente aos novos desafios. Um dos focos é o alinhamento interno com os programas Brasil Plural e Cultura Viva.

A necessidade de uma nova configuração do programa foi identificada a partir da realização de duas pesquisas feitas pelo instituto sobre os Pontos de Cultura. O redesenho pretende elaborar um diagnóstico do Cultura Viva com base nas pesquisas avaliativas e nos relatórios de auditoria realizados pela Controladoria Geral da União (CGU).

A partir disso, serão desenvolvidas ações como uma nova tipologia dos pontos e pontões, análise dos marcos regulatórios do Estado com a sociedade desenvolvidos nos últimos anos e a elaboração de um sistema de monitoramento, acompanhamento e avaliação do programa, entre outras.

A secretária de Cidadania Cultural, Márcia Rollemberg, explica que os objetivos do redesenho implicam no planejamento da própria secretaria e dos programas que a competem. O redesenho envolve o grupo de trabalho e reuniões estratégicas, com estados e municípios, como é o caso da Caravana da Cidadania.

O prazo final para o encerramento dos trabalhos é dezembro deste ano. Neste período serão realizados dois seminários, abertos ao público, para a validação de todo o processo.

*Com informações do site do MinC

Fundação Biblioteca Nacional amplia prazo para dois editais

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 07:03
A Fundação Biblioteca Nacional ampliou o prazo para inscrições nos editais do Circuito de Feiras de Livro e da Caravana de Escritores. A nova data para a entrega de propostas é 31 de maio. O Edital do Circuito de Feiras tem como objetivo o repasse de recursos financeiros para apoiar municípios, estados, Distrito Federal, Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) e Organizações Não Governamentais (ONGs) na implementação de feiras de livro abertos a toda comunidade. Já a Caravana de Escritores é um projeto de apoio cultural às feiras de livros e festivais literários que possibilita a participação incentivada  de autores  nos eventos  programados pelas entidades solicitantes. Esse apoio acontecerá através de inscrição prévia das feiras e festivais no Circuito Nacional, do pagamento de passagens e cachês aos autores selecionados e orientação técnica da Coordenação Geral do projeto quanto à produção das caravanas. Os projetos deverão ser inscritos no SICONV, portal de convênio do Governo Federal. Para auxiliar os interessados a Fundação Biblioteca Nacional lançou quatro vídeos explicativos, que podem ser acessados clicando aqui. A íntegra dos editais está disponível nos links abaixo: Circuito de Feiras de Livro Caravana de Escritores *Com informações do site da FBN

Santa Catarina debate a cultura como elemento transformador

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 06:59

A secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, participa do 2º Fórum Catarinense de Gestores Municipais de Cultura, que acontece em Florianópolis (SC) nos dias 28 e 29 de maio. Na ocasião, ela abordará o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico das cidades por meio da cultura.

Indicado para gestores de cultura do estado e aberto ao público, o encontro é promovido pela Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Além da secretária do MinC, o evento também recebe José Carlos Porto Neto, prefeito do município histórico de Parati (RJ), que vai falar sobre como a cidade tornou-se uma referência do Turismo Cultural no Brasil.

Quem também participa do fórum é Ana Carla Fonseca Reis, economista, administradora, doutoranda em urbanismo e considerada uma das mais importantes autoridades em economia da cultura, economia criativa e cidades criativas.

Durante o evento, será exibido o filme “Quem se importa”, de Mara Mourão, um documentário brasileiro sobre o trabalho de empreendedores sociais ao redor do mundo.

Para mais informações sobre a programação e inscrições acesse a página do evento.

*Com informações do site da Federação Catarinense de Municípios (Fecam)

Rio Film Commission cria prêmio para roteiristas franceses

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 06:45

A Filme Rio-Rio Film Commission vai promover uma competição que premiará um roteirista francês com uma viagem ao Rio de Janeiro. A primeira edição do Concurso de Desenvolvimento de Roteiros, anunciada nesta segunda-feira (14/5) durante o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, é aberta a todos os profissionais da área nascidos ou residentes no país europeu.

Para concorrer, os roteiristas terão de criar argumentos de obras para produção audiovisual cujos enredos tenham como cenário qualquer cidade do Rio de Janeiro. Uma Comissão de Seleção formada por profissionais da área audiovisual dos dois países escolherá o melhor argumento. O selecionado ganhará uma viagem de duas semanas ao estado.

A primeira semana incluirá uma agenda de reuniões com empresas produtoras de conteúdo audiovisual do estado, para discutir as possibilidades de coprodução do roteiro entre os dois países. O vencedor passará a segunda semana em Barra do Piraí, município no interior do estado.

De volta à França, o roteirista terá quatro meses para concluir o primeiro tratamento do argumento. Com prazo cumprido, receberá três mil euros. O concurso deve ser realizado anualmente, sempre em países que possuam um acordo de coprodução com o Brasil, segundo o presidente da FR-RFC, Steve Solot.

As inscrições poderão ser feitas a partir de 3 de junho. O regulamento está disponível para download aqui.

*Com informações do site da Rio Film Commission

Com orçamento maior, Flip comemora 10 anos

Cultura e Mercado - sex, 18/05/2012 - 06:36

A organização da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) divulgou a programação para a 10ª edição do evento, que acontece  de 4 a 8 de julho. Neste ano, a feira contará com a participação de 40 escritores de 14 países e um orçamento de R$ 7 milhões (23% superior ao de 2011).

Além disso, o evento deve promover o lançamento de dois livros e um DVD que celebram os 10 anos da Flip e prestar homenagem a Carlos Drummond de Andrade, com uma exposição, uma peça e três mesas no principal espaço da festa. Neste ano, o poeta completaria 110 anos.

A Flip deste ano reforçou a participação de ficcionistas nacionais como forma de refletir o bom momento vivido pelo gênero no país, disse Miguel Conde, curador do evento, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (17/5), em São Paulo. Rubens Figueiredo, Francisco Dantas, João Anzanello Carrascoza são alguns dos convidados incluídos na programação central da feira, que acontece na Tenda dos Autores.

Do exterior, a festa traz nomes de pesos da cena literária internacional, com destaque para os americanos Jonathan Franzen e Jennifer Egan, e o francês J.M.G. Le Clézio (o quinto Nobel a participar do evento).

Em comemoração aos dez anos da Flip, três autores estrangeiros que já participaram de edições anteriores voltam a Paraty: Enrique Vila-Mattas, Ian McEwan e Hanif Kureishi. E será promovido o lançamento do livro 10/Ten, editado pela criadora da festa, Liz Calder, que reúne contos e ensaios inéditos de cinco autores brasileiros e cinco estrangeiros. Já Flip – Dez anos traz texto em forma de reportagem, escrito por quatro jornalistas convidados. E o DVD “Uma palavra depois da outra: a arte da escrita” reúne material das apresentações de mais de cem autores que falaram ao público da Flip desde 2002.

A festa deste ano tem orçamento de R$ 7 milhões – o maior para eventos do tipo no Brasil –, valor 23% mais alto do que no ano passado. O aumento é destinado à melhoria da organização da Flip como um todo, especialmente ao reforço de pessoal, segundo Munhoz.

Para inaugurar a 10ª edição da festa, às 19h do dia 4 de julho, a mesa de abertura será dividida em duas partes. Primeiro, Luis Fernando Verissimo vai refletir sobre os 10 anos da festa – ele foi o autor que mais vezes participou dela. Logo depois, acontecerá a primeira homenagem a Drummond, com os poetas Antonio Cícero e Silviano Santiago. O show de abertura, às 21h, fica a cargo da Ciranda de Tarituba, seguido da apresentação do cantor Lenine.

Até o dia 8 de julho, além de receber os convidados das mesas da Tenda dos Autores, Paraty também abrigará a programação da FlipZona, voltada aos jovens, e também a da Flipinha, para as crianças.

As vendas de ingressos começam no dia 4 de junho. A programação completa e os pontos de ventas podem ser conferidos no site www.flip.org.br.

*Com informações da Publishnews

Plataforma criativa dá novo significado à palavra dicionário

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 13:04

A maior parte das escolas são instituições anacrônicas, que não acompanharam as mudanças ao longo do tempo. As salas de aula de hoje são praticamente as mesmas que eram no século XVIII. Um dos maiores sintomas deste modelo de ensino é o conhecimento, divido em áreas e depositado em diferentes caixas.

Grande parte das crianças não veem relação entre o que aprendem na aula de história com o conteúdo da aula de geografia. Por isso, é tão louvável quando um projeto como o Dicionário Criativo se propõe a reverter essa (falta de) lógica.

A iniciativa reúne, de forma um tanto quanto sinestésica,  o universo em torno de um verbete, fazendo uso da tecnologia e do poder de convergência da rede. Imagens, textos, analogias, citações – tudo vale para acrescentar à aquela palavra um sentido que o dicionário comum não pode.

O projeto começou como um trabalho de doutorado de Felipe Iszlaji de Albuquerque. “Eu trabalhava em uma agência de publicidade e todo dia me pegava com o dicionário aberto em cima da mesa, ao lado de outros dicionários, anuários e com trezentas abas do navegador aberto – dicionários on-line, bancos de imagem, google, wikipedia”, conta. “Então pensei que tudo aquilo poderia ser juntado em um site só e o dicionário analógico seria o “cérebro” disso tudo, pois nele as ideias e palavras estão agrupadas em campos semânticos que refletem estruturas conceituais”, complementa.

Apesar da tecnologia ser uma facilitadora na concepção da ferramenta, ela foi também um obstáculo a ser ultrapassado pelo idealizador, que não tinha muita intimidade com os aplicativos virtuais. “Foi sempre trabalhoso o processo de encontrar parceiros ou profissionais dessa área”, conta.

Outros desafios, como o planejamento estratégico e a comunicação, receberam uma grande ajuda durante o programa Empreendedores Criativos, reality colaborativo patrocinado pelo Banco Santander, que reuniu projetos inovadores para uma série de encontros de formação, em 2011.

“O EC caiu como uma luva no momento em que eu estava – depois de alguns anos de elocubrações e desenvolvimento do produto – enfim me preparando para dar o grande passo de tornar a ideia algo palpável e viável comercialmente”, explica Felipe. ”A participação no programa trouxe a sensação de pertencer a uma nova rede, uma rede de pessoas criativas e empreendedoras ao mesmo tempo”, afirma.

O Dicionário Criativo conquistou seu primeiro financiamento por meio do site de crowdfunding Catarse. Nada mais natural para um projeto que conta com a contribuição do público para ser construído.

Planos - No momento, a plataforma ainda está disponível apenas para um grupo de testes.  A expectativa é que a versão beta seja lançada para o público no próximo mês.

A equipe por trás do projeto trabalha para conseguir captar recursos junto a investidores anjo e empresas de Venture Capital (que investem em startups) que buscam oportunidades no mundo digital e no mercado da educação.

A staff também procura profissionais da área da computação, internet e linguística-computacional para serem sócios minoritários do negócio. ”Vamos construir um ‘dream team’ ao longo de 2012 para implementar todo o potencial do Dicionário Criativo”, afirma Felipe.

Ele também se prepara para embarcar para Portugal, onde deve negociar possíveis parcerias para uma internacionalização do projeto. “No mais, temos cerca de 20 ideias de novos produtos dentro do Dicionário Criativo esperando para serem implementados”, conta Felipe. É esperar para ver.

Bahia abre inscrições para Edital de Culturas Digitais

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 07:01

A Secretaria da Cultura da Bahia abriu inscrições para o Edital de Culturas Digitais. O objetivo é apoiar projetos ou atividades que promovam o desenvolvimento do segmento no estado.

Pode participar qualquer pessoa física maior de 18 anos ou pessoa jurídica que tenha como objeto o exercício de atividades culturais. Em ambos os casos, o proponente tem que residir na Bahia há pelo menos três anos.

No total, o edital vai disponibilizar R$ 500 mil. Cada projeto poderá obter a quantia máxima de R$ 150 mil. No caso de o proponente ser pessoa física, o valor de apoio não pode ultrapassar 150 salários mínimos (R$ 93,3 mil).

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de junho. Clique aqui para conferir a íntegra do edital.

*Com informações do site da Secretaria de Cultura da Bahia

Festival de Brasília cria mostra exclusiva para documentários

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 06:50

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, o coordenador do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Sérgio Fidalgo, e a assessora de cinema da Secretaria de Cultura do GDF, Cibele Amaral, anunciaram nesta terça-feira (15/5) a abertura de inscrições e as alterações que serão realizadas na edição deste ano do evento.

A organização do festival vai incluir na programação uma mostra competitiva para documentários. Anteriormente, as obras competiam junto com filmes de ficção. O prêmio para o melhor documentário será de R$ 100 mil. O vencedor na categoria Ficção será contemplado com R$ 250 mil. O melhores curtas, tanto de ficção quanto documentário, levarão R$ 20 mil. O valor total dos prêmios, que incluem categorias de votação popular, será de R$ 635 mil, superior aos R$ 405 mil de 2011.

Segundo Hamilton Pereira, as alterações realizadas em 2011, como o fim do critério do ineditismo, a incorporação do formato digital na mostra competitiva, a descentralização das exibições e a elevação do valor do prêmio devem continuar. Essas mudanças foram empreendidas por  Nilson Rodrigues, que anunciou na semana passada sua saída da direção do festival.

As inscrições para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vão até o dia 30 de junho. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.festbrasilia.com.br.

*Com informações do jornal Folha de S. Paulo e do jornal Pernambuco.com

Crowdfunding para ver e ser visto, sem roupa

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 06:44

Em tempos de vazamento de fotos íntimas e sex tapes amadoras circulando livre e gratuitamente pela rede, é difícil pensar que ainda se ganha dinheiro investindo em conteúdo erótico. A verdade é que todos os segmentos envolvidos com a “indústria do prazer” sofreram uma baixa depois da chegada da internet.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico, o faturamento dos filmes do gênero, que chegou a representar 50% da área, hoje não chega a 30%.

O lado positivo é que onde existe um mercado em crise, o crowdfunding penetra (com perdão do trocadilho) para inverter a lógica do mercado (clique aqui para saber sobre o curso que o Cemec promove sobre o tema em junho). Tendo em vista o vasto leque de possibilidades que o financiamento coletivo abre – afinal, é só jogar uma ideia na rede e ver se tem mais gente por aí que simpatiza com sua proposta – já era de se esperar que um grupo de meninos iria se juntar para pensar em algo como o Nake it.

Veja bem: sabe aquela sua bela vizinha, a colega de faculdade ou ainda aquela menina que você encontra no ônibus todo os dias? Então, elas são os alvos da plataforma de financiamento coletivo. Utilizando o fetiche de 10 entre 10 homens – o de imaginar peladas pessoas que eles conhecem – o Nake it pretende mostrar pessoas interessadas em posar do jeito que vieram ao mundo e gente que queira pagar por tal exibicionismo.

“Chegamos à conclusão de que as pessoas que nós mais desejávamos ver nuas estavam no nosso círculo social refletimos e tivemos a convicção de que milhares de cabeças pensavam parecido com a gente”, afirma Daniel Matos que, junto com Rodrigo Nery e Ricardo Dullius, criou o site.

A primeira empreitada do site foi arrecadar R$ 300 mil para financiar o ensaio nu da apresentadora e blogueira Pietra Príncipe. Apesar da meta não ter sido atingida, a iniciativa gerou burburinho nacional e internacional, além de juntar uma leva de pessoas (garotos em sua maioria, em contagem não oficial) que simpatizaram com o objetivo da plataforma.

A reverberação foi suficiente para garantir a sobrevivência do site, que planeja os próximos passos. Segundo os organizadores, já existem seis garotas no casting para os próximos projetos de financiamento. “A cada semana, vamos colocar uma menina no ar, durante um mês, e a cada R$ 500 arrecadados, liberaremos uma foto. Quanto mais dinheiro conseguirmos, mais fotos serão disponibilizadas e mais apimentadas” afirmou Rodrigo Nery em entrevista à Agência O Globo.

A meta a ser arrecadada inclui os cachês de modelo, fotógrafo, produção (maquiador, figurinista, locação, entre outras coisas), investimento em mídia e premiação para a equipe. Segundo Daniel Mattos, a ideia é que o resultado tenha um nível profissional, mas com mais naturalidade e menos photoshop.

“O consumidor é esperto e já sacou que na maior parte dos ensaios das revistas mais famosas o photoshop é exagerado e torna o ensaio falso. Estamos trabalhando para propor ensaios de pessoas comuns e seria contraditório seguir esse padrão de manipulação usado no mercado atual”, explica. Enquanto os ensaios não saem, o grupo trabalha em novos recursos para a plataforma, como um aplicativo que divulga nas redes sociais por quanto você toparia se exibir sem pudor e nem roupa.

Meninos e meninas interessados em fazer parte da brincadeira podem se inscrever por e-mail e quem quiser também pode indicar beldades anônimas para fazer parte da empreitada.

Exterior – Lá fora, o site Offbeatr quer ajudar criadores a levantar fundos para seus filmes, livros e ensaios voltados para o público adulto. A plataforma informa, na home do site, que os colaboradores dos projetos receberão recompensas “especiais”. Entre elas, a visita a um estúdio de gravação e ainda a possibilidade de ser adicionado como produtor executivo da obra.

Outra opção para os interessados em apoiar o mercado pornocinematográfico é o GoGoFantasy. O serviço já arrecadou mais de US$ 26 mil de 600 colaboradores para mais de 24 projetos, em três meses. Dentre os projetos presentes no GoGoFantasy, estão um filme centrado em dedos de pés e uma garota disposta a fazer sexo com o maior número possível de homens em uma só posição.

*Com informações do site The Next Web e da Agência O Globo

Diretora apresenta projeto do Museu da Moda no Rio de Janeiro

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 06:24

A diretora do projeto do Museu da Moda do Rio de Janeiro, Luiza Marcier, e a assessora da Superintendência de Museus, Marcia Bibiani, apresentaram na última semana a plataforma cultural e o cronograma de obras do primeiro museu físico do país a colocar em foco a arte do vestuário.

Sediado no Solar da Marquesa de Santos, imóvel tombado do século 19 que antes abrigava o Museu do Primeiro Reinado, o espaço contará com um acervo permanente, salas para exposições temporárias, uma modateca, um banco de modelagens, um jardim têxtil, um auditório e salas de negócio, entre outras atrações. “É preciso pensar a moda como um importante patrimônio de desenvolvimento econômico, e por isso a importância da economia criativa de São Cristóvão, mas também como um suporte da nossa cultura”, explica Luiza.

Partindo da restauração da casa onde a célebre amante de Dom Pedro I, Domitila de Castro Canto e Melo, viveu durante três anos, o Museu da Moda tem como primeiro destaque do seu acervo o próprio espaço. A fundação portuguesa Espírito Santo Cultura está encarregada do restauro – o esmero é enorme, e técnicos afirmam que só conhecem duas residências com aquela arquitetura em Portugal.

A estilista Zuzu Angel (1921-1976) e será a primeira homenageada, através do “Ateliê Zuzu Angel”, ressaltado como um templo permanente do museu. O projeto do museu pretende combinar memória, educação e fomento do patrimônio da moda brasileira a públicos bem diversos – do empresário de moda, passando pelas costureiras e compradoras de moda aos colégios e universidades.

A primeira exposição programada do museu será um panorama da moda no Brasil, misturando vestidos de alta-costura de Zuzu Angel, acessórios indígenas e até a história do pau-brasil. Coleções de objetos e tecidos do Museu do Primeiro Reinado também ficarão expostas.

As obras de restauração do Solar da Marquesa estão previstas para terminar em 2013. Já a primeira etapa do Museu da Moda será concluída em 2014, com a abertura do local para visitação. Os espaços complementares ficarão prontos até o final de 2016.

*Com informações do site da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro  

Com homenagem em Cannes, cinema brasileiro vive período fértil

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 06:17

O cinema brasileiro, homenageado no Festival de Cannes, que começa nesta quarta-feira (16/5) no sul da França, atravessa um período fértil com a produção de 100 filmes por ano e maior visibilidade internacional, informou a agência de notícias France Press.

“O cinema brasileiro vive um momento fértil e de muita diversidade. Estamos produzindo quase 100 filmes por ano e ocupando uma parte importante de nosso mercado”, comemorou em entrevista à AFP o cineasta Cacá Diegues, que presidirá em Cannes o júri da ‘Camera D’Or’, prêmio destinado ao diretor revelação.

A 65ª edição do Festival de Cannes, que será realizada entre 16 e 27 de maio, não exibirá longas-metragens brasileiros em sua seção oficial. Mas o Brasil estará presente em um documentário sobre a bossa nova, três curtas-metragens, duas co-produções, três filmes clássicos brasileiros e, na mostra oficial, em “Na Estrada” (On the road), produção americana baseada no romance de Jack Kerouac – um clássico da literatura beatnik escrito em 1957 -, dirigida pelo brasileiro Walter Salles e filmado em estradas de Estados Unidos, Canadá e México.

A produção de filmes brasileiros saltou na última década de uma média de 30, em 2002, para um recorde de 99 em 2011, segundo dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Para João Guilherme Barone, professor e pesquisador de cinema e indústria audivisual da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o cinema brasileiro conseguiu, na última década, produzir mais, diversificar-se e nacionalizar grande parte da distribuição, que antes era dominada pelas empresas estrangeiras. “Entre 2004 a 2009, o número de distribuidoras passou a ser majoritariamente nacional, com um aumento de mais de 200%. Hoje 73% do cinema brasileiro é lançado por distribuidoras brasileiras”, afirmou.

A arrecadação do cinema brasileiro também cresceu e fechou 2011 com R$ 164 milhões, após um recorde em 2010, quando sucessos de bilheteria como “Tropa de Elite 2″ e “Nosso lar” ajudaram a arrecadar R$ 222 milhões.

O Brasil estará presente em Cannes em uma sessão especial dedicada a “A música segundo Tom Jobim” (2011), do cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, um documentário que homenageia Antônio Carlos Jobim, um dos criadores da bossa nova.

“Amo o cinema brasileiro por muitas razões. E uma importante é que ele é plural, diferente da época do ‘Cinema Novo’, quando havia uma polarização temática por causa da necessidade que tínhamos de combater a ditadura e de mostrar a realidade de um Brasil que a censura queria esconder”, disse Pereira dos Santos à AFP.

“Acho que merecíamos ter mais filmes selecionados oficialmente. Mas a presença de Walter (Salles) na competição e de curtas-metragens na seleção oficial, somada à homenagem a (o cineasta) Nelson (Pereira dos Santos) e a mais três filmes brasileiros clássicos, tudo isso é uma deferência muito especial à nossa cinematografia”, completou Diegues, um dos fundadores do Cinema Novo e o cineasta brasileiro que mais concorreu à Palma de Ouro durante sua carreira.

Para Ilda Santiago, diretora do Festival de Cinema do Rio e representante da mostra de Cannes no Brasil, a homenagem ao país significa o reconhecimento da importância do cinema brasileiro. ”Há vários níveis da presença do cinema de um país em um festival, não apenas a seleção oficial. Avaliamos também o número de produtores, projetos que foram recebidos, inclusive no nível de coprodução”, disse Ilda à AFP, completando que nesses quesitos o país está bem representado.

“Fico feliz e acho que é muito honroso para o Brasil ser escolhido o país homenageado. Isso dá visibilidade a todos os projetos, abre portas para o futuro”, afirmou. Para ela, as indústrias do cinema brasileiro e latino-americano se fortaleceram nos últimos anos e agora contam com produções destinadas “a todos os gostos”. ”Toda a América Latina, não só o Brasil, começou a aparecer mais nos últimos anos em todos os festivais”, disse. “Começa a despontar um novo cinema”, concluiu.

*Com informações da AFP

Livrarias crescem apenas 5% em 2011

Cultura e Mercado - qua, 16/05/2012 - 06:10

A Associação Nacional de Livrarias divulgou nesta terça-feira (16/5) o Levantamento Anual do Segmento, que faz um raio-x do mercado literário. O estudo aponta que o setor cresceu apenas 5,26% no ano passado.

O montante, que representa  R$ 2,21 bilhões em receita, fica abaixo do aumento de 6,5% da inflação no período e que, portanto, representa encolhimento real de 1,24% do segmento. Este é o menor valor desde que a ANL começou a fazer a pesquisa, em 2009.

O crescimento abaixo da inflação é atribuído principalmente à redução nos preços dos livros comercializados pelas lojas, segundo Guto Kater, vice-presidente da ANL. De acordo com dados da Câmara Brasileira do Livro, o preço médio do produto acumula queda real de 34% desde 2004 (o cálculo leva em conta os preços dos exemplares, independentemente do tamanho deles).

Os dados revelam que o número de livrarias também sofreu baixa – em 2010 eram 3.511, atualmente são 3.481.  O vice-presidente da ANL frisou que a concentração do mercado nas grandes redes, que conseguem melhores descontos, e o preço final do livro, em queda há 4 anos, são fatores de vulnerabilidade para as independentes. A pesquisa indicou que a fatia dessas redes que faturam até R$ 9,6 milhões, passou de 29,4% para 34,8% em 2011.

A ANL aposta em duas ações para garantir a sobrevivência do setor: a lei do preço único, que depende de mobilização política, e o livro digital. Dos 89% dos livreiros que ainda não vendem e-book, 62,5% esperam fazê-lo em 2012.

*Com informações da Publishnews e do jornal O Estado de S. Paulo

Novos nomes confirmados para o debate no Seminário #Procultura

Cultura e Mercado - ter, 15/05/2012 - 16:44

Uma nova mesa comporá a programação do Seminário #Procultura, que acontece neste sábado (19/5), no auditório principal da AASP – Associação dos Advogados de São Paulo. Das 16h30 às 18h, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Sefic/MinC), Henilton Menezes, o ator, produtor e presidente da Associação dos Produtores Teatrais Independentes (APTI), Odilon Wagner, e o curador do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Teixeira Coelho, participam de um debate interativo sobre o novo texto que revoga a Lei Rouanet.

“O substitutivo traz novidades que vão ao encontro da solução dos principais problemas da atual Lei, e traz, de fato, a possibilidade de um aumento de recursos para a cultura brasileira, com a indução da distribuição mais equilibrada entre as regiões do País”, afirma Henilton Menezes.

Segundo ele, o conceito de território cultural certificado e a possibilidade de maiores benefícios para os pequenos produtores culturais independentes permitirão ao Ministério da Cultura enxergar diferentes de forma diferente. “A discussão desse novo texto no seminário, com a participação do deputado relator e um público qualificado, bem como a possibilidade de acompanhamento pela internet, é uma demonstração da forma democrática que o texto está sendo construído no parlamento brasileiro”, diz o secretário.

Das 14h30 às 16h, o diretor superintendente do Itaú Cultural, Eduardo Saron, o advogado Fábio Cesnik, o pesquisador José Luiz Herencia e a ensaísta e consultora Marta Porto também fazem suas considerações sobre o projeto, cujos principais pontos serão apresentados e comentados, das 11h às 13h, pelo deputado Pedro Eugênio, relator do texto atual.

“Tenho grande expectativa em conhecer o relatório preparado pelo Deputado Pedro Eugênio, e espero que ele possa ser amplamente debatido com artistas, grupos culturais, produtores, instituições e patrocinadores de todo o país”, afirma Herencia. Para ele, o seminário é uma etapa importante dessa discussão, que precisa chegar ao Congresso Nacional – “a casa de todos os debates” – com força suficiente para convencer a área econômica do Governo de que a política cultural precisa ser objeto de mais sensibilidade e atenção.

“Como o assunto é complexo e o setor cultural anda muito conflagrado, é importante que haja diálogo entre os diversos agentes do mundo da cultura, destes com o governo e do governo entre si. O diálogo não é uma opção, é uma exigência da atualidade”, completa.

Para Fábio Cesnik, o Congresso está fazendo um excelente trabalho em relação ao Procultura. “Após os avanços colocados pela Deputada Alice Portugal (relatora na Comissão de Educação e Cultura), o deputado Pedro Eugenio (relator da Comissão de Finanças e Tributação) cuidou de estudar o assunto com calma e imprimir mudanças realmente positivas. Se avançar dessa forma teremos ganhos substanciais pro setor cultural brasileiro”.

Pela manhã haverá ainda abertura de Leonardo Brant, falando sobre o cenário da cultura brasileira, e palestra de Henilton Menezes sobre a construção do Procultura. (clique aqui para ler artigo de Brant sobre a construção do seminário).

Durante todo o evento, o púbico poderá participar ao vivo, no auditório, ou acompanhando pelo Twitter do Cultura e Mercado (@cultmerc), com a hashtag #Procultura.

E no final do dia, depoimentos de: Ana Helena Curti, André Isnard Leonardi, Daniela Pfiffer (ABPI-TV), Edna Ligieri, João Batista Pimentel (CBCine), Katia de Marco (ABGC), Kluk Neto e Marco Aurélio Ribeiro (ADB), todos parceiros na realização do seminário.

Clique aqui para fazer sua inscrição.

Patrocínio não é solução

Cultura e Mercado - ter, 15/05/2012 - 15:58

“Às vezes eu acho que o patrocínio é um cala a boca: toma aí e vai viver sua vidinha, e não vamos discutir cultura seriamente.”

A afirmação é do músico e produtor Benjamim Taubkin, que em mais um vídeo da série sobre o Procultura defende que o Brasil precisa ter um financiamento à cultura, com juros baixos, que estimule a autonomia do produtor cultural, não a dependência que o patrocínio impõe.

Ele afirma que colocar toda a arte do país como necessitando de recursos de patrocínio ou editais é um erro e indica algumas formas possíveis de mudar isso, para devolver à cultura seu poder de ser a voz crítica da sociedade.

O Seminário #Procultura, que vai tratar das mudanças no texto que revoga a Lei Rouanet, acontece neste sábado (19/5), em São Paulo, e contará com a presença de importantes nomes do Ministério da Cultura e de agentes do setor na sociedade civil, além do deputado Pedro Eugênio, relator do texto que será protocolado neste semana em Brasília.

Clique aqui para conferir a programação completa e se inscrever.

Movimento HotSpot prorroga inscrições para novos talentos da economia criativa

Cultura e Mercado - ter, 15/05/2012 - 09:37

A organização do Movimento HotSpot, prêmio de inovação e criatividade que busca revelar novos talentos no Brasil, anunciou a prorrogação do prazo para inscrições. Os interessados têm até o dia 31 de agosto para participar do projeto que vai identificar e contemplar ideias e iniciativas em 11 áreas – moda, beleza, design, fotografia, ilustração, design gráfico, arquitetura, música, cenografia e filme.

Com a alteração de calendário, a fase de Scouting (quando o projeto realiza ações em 16 capitais) deixa de ser eliminatória e torna-se inclusiva, permitindo que novos criativos continuem inscrevendo seus trabalhos. Essa mudança tem o propósito de facilitar a interação com os candidatos, envolver comunidades e incentivar a participação, antes que se inicie a fase eliminatória, formada por festivais culturais que vão percorrer 10 cidades brasileiras.

A organização contemplará com R$ 10 mil um ganhador em cada uma das 10 categorias e três ganhadores dentro da categoria Ideia. Além disso, o Movimento irá investir até R$ 150 mil para que o vencedor da categoria Moda apresente uma coleção com desfile no Fashion Rio ou no São Paulo Fashion Week e até R$ 200 mil para ajudar a desenvolver aquela que for considerada a melhor Ideia, entre as três premiadas na categoria.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.movimentohotspot.com.

*Com informações do site do Movimento HotSpot

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