Em 2012 o Museu da Pessoa completa 20 anos de existência no Brasil. Olho para mais de 20 anos atrás e me vejo com uma ideia na cabeça e uma obsessão: construir uma rede global de histórias de vida que pudesse transformar as pessoas e a sociedade. Naquele momento, nada me parecia mais importante e revolucionário!
Lembro-me claramente que, naquele tempo, a ideia, o nome, os objetivos e tudo o que envolvia a iniciativa do Museu da Pessoa era algo muito difícil de ser compreendido. Não havia internet, não havia blogs, ainda não tínhamos sido assolados (para o bem e para o mal) pela enorme quantidade de conteúdos produzidos por aqueles que, até então, eram apenas… o público! O Brasil saía da década perdida dos anos 80 e Collor estava no poder. Os problemas nacionais eram enormes e falar em memória, em história de vida de pessoas comuns era realmente um pouco fora de lugar.
Como começar? Por onde começar? Data deste tempo minha convicção de que, quando queremos realizar algo – se de fato queremos –, não importa por onde começamos e sim que temos mesmo é que começar. Por qualquer lugar. O movimento da ideia, como um novelo de lã, leva a outro movimento, que leva a outro, e assim por diante. E assim aconteceu durante esses anos. Tantas pessoas foram fundamentais para que o Museu da Pessoa existisse. Pessoas que abraçaram a ideia, que construíram, inovaram, acreditaram e por aí vai.
E o Museu, hoje com mais de 200 projetos realizados, 50 publicações, 48 exposições entre outros produtos, possui cerca de 15 mil histórias em seu acervo (que incluem narrativas de pessoas que contam, sob suas perspectivas, a história de empresas, instituições, sindicatos, comunidades e cidades). Olho para isso e penso: “É, este acervo é certamente um patrimônio nacional”.
Para finalizar, gostaria de chamar a atenção para algo em particular: o Museu da Pessoa, hoje é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), nasceu, cresceu, consolidou-se e é uma instituição totalmente auto-sustentável no Brasil. Isso significa que a ideia foi aceita por muitos, patrocinada, comprada, multiplicada e viabilizada por muitos outros. Esta atitude demonstra, a meu ver, o quanto estamos em uma sociedade que se abre para o poder do empreendedorismo e da inovação. É só acreditar. E brigar pela ideia. E o que vem em seguida faz parte do caminho.
PS: se você tiver interesse em ler as 12 histórias marcantes do livro “20 anos de Museu da Pessoa no Brasil”, solicite o PDF pelo e-mail comunicacao@museudapessoa.net.
Um projeto da Câmara Brasileira do Livro (CBL) que começou a ser desenhado há cerca de dois anos começa a sair do papel agora, com o objetivo de instituir um novo padrão de cadastramento para todos os livros publicados no Brasil, como já acontece em outros países.
A promessa é que, a partir dessa iniciativa, as editoras passem a atualizar informações completas sobre seus catálogos seguindo as mesmas diretrizes e disponibilizando os dados de forma eletrônica e instantânea a todos os interessados: canais de venda, bibliotecas, leitores etc. Em resumo, a ideia é fazer com que o mercado editorial tenha acesso a informações atuais e precisas, de maneira mais prática e eficiente do que acontece hoje.
Batizada de Cadastro Nacional do Livro (CANAL), a plataforma recebeu até agora investimentos de R$ 197 mil por parte da CBL, de acordo com Karine Pansa, presidente da entidade. Ela destaca que o aporte é significativo, comparável ao custo do Censo do Livro, que é realizado anualmente pela Fipe com recursos da CBL e do Snel, o sindicato dos editores.
Este mês, o CANAL entra em período de testes com a participação de cinco editoras selecionadas pela CBL – entre elas a Saraiva, Gente e Loyola –, que começam a experimentar a plataforma. A expectativa da entidade é que a fase “beta” do projeto aponte o que precisa ser corrigido, para que o lançamento oficial do mesmo aconteça no segundo semestre do ano.
Clique aqui para ler a matéria completa.
*Com informações da Publishnews
São Paulo perdeu nesta terça-feira (17/2) uma de suas obras de arte urbana mais representativas. O enorme painel “O Estrangeiro”, dos grafiteiros Osgemeos, instalado na lateral de um prédio no Vale do Anhangabaú, foi coberto por tinta cinza. O fato gerou revolta instantânea nas redes sociais.
Desenvolvido em razão das comemorações do Ano da França no Brasil, em 2009, a imagem foi apagada para que o prédio possa ser demolido, daqui um mês. Em comunicado publicado em seu site, a Secretaria Municipal de Cultura afirmou que a obra foi apagada pelo SESC-SP, dono do edifício, a pedido os próprios artistas. A área será integrada à Praça das Artes, futuro anexo do Theatro Municipal de São Paulo, que deve ser inaugurado neste ano.
Os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como Osgemeos, divulgaram nota em seu site afirmando estarem cientes de que a obra seria apagada, mas lamentaram seu fim. Eles aproveitaram para dizer que estão pensando em um novo trabalho para a capital paulista, desta vez permanente.
Veja a nota da Secretaria Municipal de Cultura:
“A Secretaria Municipal de Cultura informa que o graffiti da dupla Osgemeos, que estava no prédio da antiga sede do Sindicato dos Comerciários, foi apagado pelo SESC-SP a pedido dos próprios artistas. O edifício será demolido e a área integrada à Praça das Artes, futuro anexo do Theatro Municipal de São Paulo que será inaugurado neste ano.
O graffiti ficaria exposto por 30 dias, como parte das comemorações do ano da França no Brasil, em 2009. A demolição do prédio já estava prevista antes da instalação do grafite. Com a grande aceitação da obra por parte da população, a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) autorizou que ela ficasse lá até que o processo de demolição do edifício tivesse início, o que deve ocorrer dentro de um mês.
Veja o comunicado da dupla Osgemeos:
“Estamos fora do Brasil e recebemos hoje a notícia sobre a obra apagada no Vale do Anhangabaú. Essa pintura foi um projeto acordado entre o SESC/Prefeitura de São Paulo/Plasticien Volant e nós, realizado em 2009 como parte das comemorações do Ano da França no Brasil e que desde o inicio sabíamos que sua exibição seria temporária, pois o prédio seria demolido.
É realmente triste ver que o “Estrangeiro” se foi.
Mas, pelo amor que temos por São Paulo e pela arte, estamos pensando em uma nova obra permanente para a cidade. Agradecemos o carinho expressado pelas mensagens que recebemos.”
*Com informações dos sites da revista Exame, jornal O Estado de S. Paulo, Último Segundo e da Secretaria Municipal de Cultura
O jornal Folha de S. Paulo informou nesta sexta-feira (17/2) que o Ministério Público Federal de São Paulo entrou com ação contra o governo federal, cobrando a obrigatoriedade das legendas em obras nacionais patrocinadas com dinheiro público, visando o bem-estar dos deficientes auditivos.
De acordo com o processo, a medida beneficiaria cerca de cinco milhões de brasileiros que têm algum problema para escutar (os dados são da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos).
Na ação civil pública proposta pelo procurador Jefferson Aparecido Dias, os réus são União (que representa o Ministério da Cultura), Ancine (Agência Nacional do Cinema), Petrobras e BNDES.
A Ancine afirmou estar “alinhada com a proposta de acessibilidade”, mas “zelosa”. Para a Agência, “custos devem ser equacionados” a fim de não “prejudicar a consolidação da indústria do cinema”. O BNDES afirmou que seguirá diretrizes da Ancine, e que só apoia projetos aprovados por ela. MinC e Petrobras não comentaram o caso, pois ainda não foram oficialmente citados pela Justiça.
Para ler a íntegra da matéria, clique aqui.
*Com informações do jornal Folha de S. Paulo
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3133/12, do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que propõe uma série de alterações na Lei de Direito Autoral (9.610/98). Segundo o autor, alterações na Lei de Direito Autoral vêm sendo estudadas pelo governo, porém “não têm recebido a prioridade que a sociedade exige”.
O deputado lembra que o Executivo havia prometido enviar ao Congresso o anteprojeto de reforma da lei em julho do ano passado, o que não ocorreu. Ele destaca ainda que questões essenciais que estão sendo excluídas da proposta do governo, como o compartilhamento de arquivos por meios digitais, foram contempladas no texto de sua autoria.
Pela proposta, não constituirá ofensa aos direitos autorais a reprodução (cópia, inclusive armazenamento por meios eletrônicos), a distribuição (venda, locação ou qualquer outra forma de disponibilização ao mercado) e a comunicação ao público (colocar a obra ao alcance do público sem comercializá-la) de obras intelectuais quando utilizadas para fins educacionais, didáticos, informativos, de pesquisa ou para uso como recursos criativos; e quando “não prejudicar a exploração normal da obra utilizada e não causar prejuízo aos legítimos interesses dos autores”. Em todos esses casos, será dispensada a prévia autorização do titular e a necessidade de remuneração por parte de quem as utiliza.
O projeto permite, por exemplo, que bibliotecas, museus, cinematecas e outros centros de documentação façam a reprodução de obras, sem finalidade comercial, e as coloque à disposição do público, para fins de pesquisa ou estudo, por qualquer meio ou processo, inclusive pelas suas redes fechadas de informática. Da mesma forma, a exibição de obras audiovisuais sem intuito de lucro, com a finalidade de difusão cultural, por associações cineclubistas, também não será considerada ofensa aos direitos autorais.
Uso pessoal – De acordo com a proposta, também não será considerada ofensa aos direitos autorais a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra, desde que feita pelo próprio copista, para seu uso privado e não comercial. Isso significa, por exemplo, que copiar um filme de um colega para assistir em casa não será considerado crime contra os direitos autorais.
Além disso, também não constituirá ofensa aos direitos autorais a reprodução de qualquer obra legitimamente adquirida quando destinada a garantir a sua portabilidade ou interoperabilidade, para uso privado e não comercial. Isso significa, por exemplo, que não será crime copiar um CD de música para o seu computador privado. O autor esclarece que, no projeto, baixar filmes e músicas da internet também não configura crime.
Ecad - O projeto também estabelece que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) será fiscalizado pelo Ministério da Cultura, com o auxílio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Pela proposta, haverá auditoria independente anual sobre as contas prestadas pelas associações de gestão coletiva de direitos autorais a seus representados. O relatório anual da auditoria externa será pré-requisito para que essas instituições obtenham registro no Ministério da Cultura. Apenas com esse registro, elas poderão tornar-se mandatárias de seus associados para o exercício da atividade de cobrança dos direitos autorais. Hoje, a lei não prevê o registro no ministério.
O PL 3133/12 prevê a possibilidade de as associações de autores constituírem entes arrecadadores com personalidade jurídica própria para fazer a arrecadação unificada dos direitos relativos à exibição e à execução pública de suas obras. A organização desse processo unificado deverá ser feita em comum acordo com o Ecad, inclusive para a definição dos critérios de divisão dos valores arrecadados entre as associações e o escritório central.
Pela proposta, eventuais denúncias de usuários ou titulares de direitos autorais acerca de abusos cometidos pelas associações de gestão coletiva ou pelo Ecad poderão ser encaminhadas aos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, sem prejuízo da atuação administrativa do Ministério da Cultura.
O Ministério da Cultura elaborou anteprojeto de nova Lei de Direito Autoral, que foi submetido a duas consultas públicas, uma em 2010 e outra em 2011. Desde outubro do ano passado, o anteprojeto está sendo analisado pela Casa Civil e não há prazo para ser enviado ao Congresso.
O projeto aguarda despacho do presidente da Casa, Marco Maia, para ser distribuído às comissões temáticas.
Clique aqui para saber mais sobre o PL 3133/2012.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) recebe projetos para uma série de concursos com inscrições abertas até o dia 10 de março.
Um dos principais deles, o 17º Concurso FNLIJ – Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil, tem como objetivo dar visibilidade aos diversos programas de incentivo à leitura junto aos públicos infantil e juvenil. Poderão participar programas desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas.
Em 2004, a FNLIJ iniciou parceria com o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI), presidido pelo escritor Daniel Munduruku. Agora, em 2011-2012, como uma ação de fortalecimento da nova década dos povos indígenas (2005 – 2015) proclamada pela Unesco, promovem a 9ª edição dos concursos “Curumim – Leitura de Obras de Escritores Indígenas” e “FNLIJ/INBRAPI Tamoios de Textos de Escritores Indígenas”.
Podem participar do concurso Tamoios indígenas adultos brasileiros que tiverem sua filiação indígena apresentada. O texto, com foco no universo infantil e juvenil, deve ser inédito e pode ser produção coletiva. Já o concurso Curumim vai premiar textos que sejam fruto do trabalho de leitura de livros de literatura para crianças e jovens de autoria de escritores indígenas.
Para premiar relatos, ficcionais ou reais, de uma situação de leitura partilhada, o “Concurso FNLIJ Leia Comigo!” chega em sua 11ª edição. O concurso é consequência da Campanha de mesmo nome, criada em 2001, e que procura incentivar nas famílias o interesse pela leitura.
Para ler o regulamento de todos os concursos, acesse o site da FNLIJ.
*Com informações do site Brasil Literário
Estão abertas as inscrições para a seleção do Circuito Inffinito de Festivais. O evento existe há 16 anos e trabalha para promover e difundir a produção cultural brasileira no exterior.
Para se inscrever, basta ser um realizador ou produtor brasileiro ou radicado no país há mais de 3 anos, e ter realizado um curta ou longa-metragem nos formatos 35mm ou HD, finalizado ou lançado para o grande público entre 2011 e 2012.
O circuito já realizou festivais de cinema brasileiro em cidades como Nova York, Vancouver, Miami, Londres, Roma e Barcelona. A curadoria do evento será composta pelas produtoras Paula Barreto e Ruth Albuquerque, além da diretora de cultura do Oi Futuro, Maria Arlete Gonçalves.
Dentre os eventos incluídos no ciclo, estão o festival de Canudos, que já chega à sua 5ª edição, e o Miami Brazilian Film Festival, responsável por exibir ao um público estrangeiro filmes como “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, e “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis.
Ao preencher a ficha de inscrição, o diretor ou produtor selecionará em quais festivais tem interesse em participar. A curadoria do circuito irá direcionar os filmes de acordo com o perfil dos eventos do circuito. O prazo final de inscrição para seleção é encerrado 2 meses antes da data de início de cada festival.
Para se inscrever no circuito ou obter mais informações, acesse www.inffinito.com.
*Com informações do site da Ancine
A Sky anunciou nesta quarta-feira (15/2), em evento em São Paulo, um serviço de vídeo sob demanda pela internet que permite aos usuários assistir a filmes pelo computador. Chamado Sky Online, o serviço traz lançamentos de filmes que podem ser alugados ou comprados pela web com preços a partir de R$ 5 (compra de filmes antigos) e R$ 7 (aluguel). Os usuários poderão também acessar o conteúdo disponível gratuitamente no site, como seriados, programas de TV e rádio.
Inicialmente, o serviço estará disponível apenas aos assinantes da Sky, usuários do Clube Sky Online – que terão acesso ilimitado ao conteúdo ao pagar R$ 15 por mês. Não será possível acessar o conteúdo por meio de tablets e smartphones. Segundo o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, os usuários terão a possibilidade de baixar os filmes para o computador.
A Sky recomenda aos clientes ter uma conexão de internet de 2 Mbps, para conseguir assistir aos vídeos on-line. Ao alugar o filme, será possível assisti-lo em até dois dias após o início da reprodução. A promessa é de que os lançamentos que chegam às locadoras aparecerão ao mesmo tempo no Sky Online.
*Com informações do G1
Pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) com mil pessoas em 70 cidades do país – incluindo nove regiões metropolitanas – aponta que, em relação a 2010, uma proporção menor de brasileiros participou de atividades culturais no ano passado.
De acordo com o levantamento, em 2011, 45% da população estiveram envolvidos com alguma atividade cultural ante a 53% do ano anterior. Segundo o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos, a forte desaceleração da economia, que passou de um crescimento de 7,5%, em 2010, para cerca de 3% a 3,5%, no ano passado, contribuiu para a diminuição.
Entre 2010 e 2011, o hábito da leitura entre os brasileiros caiu de 34% para 28%, a ida ao cinema ou a shows musicais mostrou retração de 28% para 24% e de 27% para 24%, respectivamente. De todas as opções sugeridas na pesquisa, apenas a referente a peças ou espetáculos de teatro apresentou crescimento, passando de 7% para 9%.
Travassos avaliou que a principal razão para que o brasileiro não frequente intensamente ambientes culturais é a falta de hábito. De fato, o estudo revelou que dentre os 55% que não foram a ambientes culturais no ano passado, 72% disseram preferiram ficar em casa e assistir à televisão, 20% declararam fazer churrasco com parentes ou amigos, 15% têm na igreja o seu meio de lazer, 11% manifestaram preferência pelo futebol e 8% ir a bares.
A pesquisa indicou também que, por ordem de preferência, os brasileiros gostam mais de ler algum livro (63%), ir a show de música ou ao cinema (53% cada), ao teatro (21%) e assistir a espetáculos de dança ou visitar exposição de arte (16% cada).
Clique aqui para saber mais sobre a pesquisa.
*Com informações da Agência Brasil
Com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 5,1 milhões, o Museu do Meio Ambiente será reaberto ao público, em junho deste ano, para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+20).
Oriundos do Fundo Cultural do BNDES, os recursos serão aplicados na instalação da infraestrutura para os programas educativo, museográfico e de divulgação científica do museu, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Esses programas funcionarão no primeiro pavimento, em uma área de 400 metros quadrados. No segundo piso, serão apresentadas exposições temporárias
Com os R$ 5,1 milhões, serão feitas intervenções que vão desde a concepção geral do museu, implantação do site e aquisição de mobiliário e de equipamentos de informática até a elaboração de material educativo e treinamento de equipes de monitores e instrutores.
A coordenadora do museu, Lídia Vales, da Associação de Amigos do Jardim Botânico, destaca que no programa educativo, por exemplo, estão sendo desenvolvidos jogos gigantes para crianças, com conteúdos ambientais. Na divulgação científica, o software (programa de computador) Fórum de Debate permitirá ao público discutir temas relacionados ao meio ambiente.
O projeto tem ainda um cunho social. Segundo a coordenadora, os recursos propiciarão a integração ao museu de um programa de apoio do Jardim Botânico para jovens de baixa renda.
O lançamento do museu ocorreu em 2006, em solenidade que contou com a presença da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A partir das obras de restauro do prédio histórico e administrativo, datado de 1900, o museu foi inaugurado em 2008, abrigando durante dois anos quatro exposições.
Após esse período, o museu foi fechado para correção de infiltrações no subsolo, com apoio do BNDES, no montante de R$ 900 mil, além de recursos orçamentários do Jardim Botânico e do Ministério do Meio Ambiente. A expectativa é que, quando for reaberto, o Museu do Meio Ambiente receba 300 mil visitantes por ano.
*Com informações da Agência Brasil
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (15), parecer do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ao projeto do Estatuto da Juventude (PLC 98/2011).
De acordo com o texto aprovado na CCJ, jovens entre 15 e 29 anos – estudantes e jovens incluídos no Programa Bolsa Família – terão direito à metade dos ingressos disponibilizados para eventos públicos nas áreas esportiva, artística e cultural.
O projeto estabelece que a meia-entrada será distribuída da seguinte forma: 40% dos ingressos para eventos financiados exclusivamente com recursos privados e 50% dos ingressos para eventos bancados com verbas públicos. Apesar de a Copa do Mundo ser um evento da Fifa, também conta com recursos públicos. Por isso, prevalecerá o direito a 50% dos ingressos disponibilizados aos jovens, nas regras previstas no estatuto.
Randolfe Rodrigues estabeleceu, em seu parecer, que a carteira de identidade do estudante será expedida por instituições estudantis como a Associação Nacional de Pós-Graduandos, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), além de entidades a elas afiliadas nos estados e municípios.
A matéria será apreciada ainda pelas comissões de Assuntos Sociais; de Educação, Cultura e Esporte e pela de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Depois ainda será analisada pelo plenário do Senado e pela Câmara dos Deputados.
Polêmicas - Além de emendas próprias, Randolfe decidiu incorporar ao texto proveniente da Câmara sugestões dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Alvaro Dias (PSDB-PR), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Pedro Taques (PDT-MT). A matéria segue, agora, para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Um apelo do presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), convenceu Demóstenes a desistir dos destaques para votação em separado em quatro pontos: faixa etária de cobertura do estatuto; meia-entrada em espetáculos financiados com recursos privados; desconto em passagens de transporte interestadual; e confecção da carteira de estudante.
Embora tenha elogiado as contribuições dos senadores, Randolfe não abriu mão de manter como beneficiários do estatuto as pessoas de 15 a 29 anos. Segundo justificou, sua posição segue recomendação da Convenção Iberoamericana de Juventude. Demóstenes defendia a redução da faixa para 18 a 21 anos.
Em relação à meia-entrada para estudantes em espetáculos culturais, de lazer e esportivos, Randolfe também não reviu sua proposta de limitar o benefício a 50% da capacidade do espaço em eventos financiados pelo Programa Nacional de Cultura e a 40% da lotação nos bancados com recursos privados. Demóstenes reivindicou a restrição da venda desses ingressos promocionais às apresentações patrocinadas ou subsidiadas exclusivamente pelo poder público, por entender que a classe artística não pode arcar com esse ônus financeiro.
O debate mais acirrado ocorreu quando Demóstenes, Pedro Taques e Alvaro Dias questionaram a exclusividade dada para a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), bem como a entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiadas, confeccionarem as carteiras de estudante.
A princípio, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) propôs uma saída para afastar uma eventual inconstitucionalidade do projeto ao se estabelecer essa limitação: suprimir o termo “exclusivamente” do dispositivo.
De início, a proposta foi acatada pelo relator. No entanto, a medida não deixou satisfeitos os três senadores que levantaram a crítica. Em sua avaliação, só a substituição do termo “exclusivamente” por “preferencialmente” livraria o estatuto de inconstitucionalidade. Demóstenes considerou ainda uma afronta à Constituição o projeto listar entidades encarregadas da emissão da carteira estudantil, mesmo admitindo-se que outras também possam fazê-lo.
O consenso foi possível quando Randolfe concordou em ajustar o texto. Ao fazer isso, acabou acatando parcialmente emenda de Alvaro Dias que também garantia a gratuidade da carteira para estudantes comprovadamente carentes. Essa emenda resgatava ainda o espírito da Medida Provisória 2.208/01, que acabou com a exclusividade de algumas entidades na expedição da identificação estudantil.
Para ver a íntegra do que foi discutido na comissão, clique aqui.
*Com informações do R7 e da Agência Senado
Nesta semana falamos aqui no Cultura e Mercado sobre os blocos de Carnaval que buscaram apoio via sites de financiamento coletivo. Nesta quinta-feira (16/2), o Valor Econômico traz uma matéria sobre como os blocos de rua se tornaram negócio de gente grande no Rio de Janeiro.
Cada vez mais numerosos, eles cresceram nos últimos dez anos e, diante do sucesso, profissionalizam-se. Há desfiles de 425 blocos espalhados pela cidade e muitos contam com patrocinadores.
O Empolga às 9, que “começou despretensiosamente em 2003 como uma brincadeira de amigos”, segundo o produtor Bruno Magalhães, hoje conta com uma bateria composta por cerca de 70 ritmistas, 50 deles alunos de oficina de percussão. Na tarde do último domingo, levou cerca de 20 mil pessoas ao Posto 9, na Praia de Ipanema, e agradeceu aos patrocinadores: Grendene, Blackberry, AmBev e Wartsila.
Para captar patrocínio, o Empolga fez um release para mostrar o retorno que as empresa podem ter. “A visão que eu tenho é que o carnaval do Rio é um grande outdoor que não está sendo explorado ainda. É um investimento tímido comparado à Bahia, mas o retorno de marketing é muito bom”, afirma Magalhães.
Este foi o primeiro ano em que o Carnaval do Empolga, cujo valor não é divulgado, foi pago totalmente pelos patrocinadores. Entre os custos estão o carro de som, ambulâncias e o pagamento de seguranças e produtores. E ainda sobrou uma pequena verba usada para finalizar o primeiro CD do bloco que conta com a participação de Ney Matogrosso e vai ser lançado nos próximos meses.
Fundado em 1985, o Suvaco do Cristo, bloco do bairro do Jardim Botânico, foi um dos pioneiros da revitalização do Carnaval de rua no Rio. O desfile é calculado em R$ 30 mil e mantido com as contribuições de patrocinadores, como a Rede Globo de Televisão. O aluguel do carro de som absorve R$ 8 mil, o mesmo valor investido na contratação de seguranças. O bloco banca, ainda, controladores de tráfego, a decoração do carro de som, as roupas dos destaques e dos 50 ritmistas que guiam a bateria.
Com o apoio dos patrocinadores, o Suvaco do Cristo fecha seu Carnaval no azul. O saldo vai para a ONG Divinas Axilas, mantida pelo bloco, que dá aulas de corte e costura para mulheres de comunidades carentes.
Nascido de uma oficina de percussão do grupo Pedro Luis e Parede, o Monobloco organizou seu primeiro desfile de Carnaval em 2001. O projeto era uma brecha na agenda dos músicos, mas cresceu tanto que precisou se profissionalizar. Há oito anos, contratou uma empresária e, em 2006, montou um escritório para administrar o negócio. “Hoje, a gente tem no Projeto Carnaval 170 componentes, a grande maioria músicos amadores da nossa oficina”, comenta o maestro Celso Alvim.
O desfile do Monobloco neste ano vai custar R$ 150 mil. No ano passado ficou em R$ 120 mil. Os patrocínios da Hering, Antarctica e TIM, que estampam suas marcas na camisa do bloco, “bancam aproximadamente 60% do Projeto Carnaval [do Monobloco]“, diz Alvim. Os outros 40% vêm da bilheteria dos shows que o bloco faz às sextas-feiras de fevereiro na Fundição Progresso, casa de show da Lapa.
Clique aqui para ler a matéria completa.
Hora extra - E se o Brasil para no Carnaval, para onde vão os executivos? “No sambódromo, são quase oito horas diárias de festa – dá pra conversar sobre negócios por mais tempo que em qualquer reunião ou almoço de relacionamento”, diz o diretor da Tok&Stok, Alexis de Vaulx, que teve a ideia de abrir sua própria empresa em 2009, quando observava a comitiva de patrocinadores do desfile da Grande Rio no camarote exclusivo organizado por ele.
Francês, De Vaulx levantou R$ 6,5 milhões com empresas estrangeiras e nacionais para custear o samba que homenageou seu país no ano da França no Brasil. Em 2010, com o sócio Carlos Xavier, o executivo criou a Global Marketing e Eventos, que estreia neste ano seu primeiro camarote corporativo na Sapucaí.
Ao contrário do espaço das cervejarias e revistas de famosos no sambódromo do Rio, que recebem executivos, mas se concentram na “badalação”, o da Global é voltado especificamente para o “networking” e custou R$ 2,6 milhões à empresa. Os ingressos, que custam em média R$ 5 mil, são vendidos diretamente para empresas, que os distribuem entre seus diretores e convidados.
Cerca de 30 companhias já ocupam 90% do camarote, que tem uma área de 600 m2 no setor 8. Entre elas estão H.Stern, L’Óreal, Gomes da Costa, Odebrecht, Technip, Pernod Ricard, a petrolífera angolana Sonalgol, Renault e Vale do Rio Doce.
O camarote recebe apenas 300 pessoas por dia e tem spa, cabeleireiro, restaurante com chef e muito champanhe, além de sorteio de joias e shows de dança do ventre, de passistas e de dançarinos do festival de Parintins, que não foram incluídos na programação aleatoriamente. Como é difícil viver de Carnaval, a Global quer levar seu modelo de camarote para Parintins, para a festa do peão de Barretos e para outros grandes eventos no país.
Clique aqui para ler a matéria completa.
*Com informações do Valor Online
O caminho a trilhar entre a criação e a execução de um projeto é um momento decisivo, principalmente no setor cultural. Guilherme Afif, fundador do Guaimbé Bureau de Cultura, sabe bem disso.
A empresa surgiu da preocupação com a “discrepância entre o baixo nível de conhecimento e interesse por cultura no meio corporativo, e o enorme potencial de produção cultural de um país como o Brasil”. O escritório auxilia produtores, entidades e empresas que têm projetos nas áreas de cultura e esportes a elaborar e executar sua estratégia de captação de recursos e, do outro lado, ajuda as empresas que querem investir nestas áreas a desenvolver e por em prática suas políticas de patrocínio.
Segundo Afif, o processo de captação é complicado atualmente, pois não existem critérios de viabilidade por parte das instâncias públicas na hora de aprová-los. “Hoje o número de projetos culturais cresce desproporcionalmente à capacidade de investimentos”, afirma.
Para ele, a maior dificuldade em captar recursos atualmente se encontra aí. “Uma quantidade excessiva de projetos aprovados no mercado, com pouca ou nenhuma chance de captação, gera dificuldade para o patrocinador em separar o ‘joio do trigo’, e contribui para a concentração dos recursos captados nas mãos de poucos grandes produtores”. Afif também aponta como empecilho para a captação a falta de previsibilidade e critérios claros das esferas públicas na aprovação dos projetos e as verbas concentradas nas mãos de poucos agentes de investimento.
Uma das possíveis saídas para os produtores dentro desse cenário, segundo ele, está na participação de toda equipe envolvida no projeto na captação de recursos. Além disso, é necessário que o projeto se sustente como ideia. “Mesmo quando se utiliza de incentivos fiscais, o projeto precisa responder positivamente à seguinte pergunta: se não existissem incentivos fiscais, esse projeto se sustentaria?”.
Guilherme Afif é um dos especialistas convidados para o curso Jornada de Captação de Recursos, promovido pelo Centro de Estudos de Mídia, Entretenimento e Cultura (Cemec), que acontece entre os dias 12 e 15 de março, em São Paulo.
Para saber mais sobre o curso, clique aqui.
Para ler entrevista completa de Guilherme Afif para Leonardo Brant, clique aqui.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio de Apoio à Distribuição 2012 do Cinema do Brasil, que incentiva a exibição de filmes brasileiros em salas de cinema internacionais, por meio de um prêmio de US$ 25 mil para cobrir as despesas de comercialização.
Os interessados devem enviar uma cópia do contrato de distribuição, currículo do distribuidor, orçamento estimado de aplicação do recurso, mais 50% de contrapartida do próprio distribuidor e plano de despesas de comercialização. O apoio à distribuição será dado unicamente a filmes produzidos ou representados por empresas associadas ao Cinema do Brasil.
Para receber o incentivo, o filme precisará ser exibido em pelo menos 5 cidades ou ficar em exibição durante pelo menos 4 semanas, não pode ter sido lançado com mais de 20 cópias e deve ter tido um mínimo de 248 exibições (em qualquer suporte digital).
O prazo para se inscrever termina no dia 3 de junho. O formulário de inscrição está disponível para download aqui e deve ser enviado para o e-mail info@cinemadobrasil.org.br, acompanhado de portfólio da empresa em arquivo PDF.
*Com informações do site da Ancine
Instalado no Shopping Pátio Higienópolis, na região central de São Paulo, o Teatro Folha vai passar por reformas. O espaço vai ficar fechado entre 22 de fevereiro e 6 de abril, para a modernização de suas instalações.
O espaço, inaugurado em setembro de 2001, foi um dos pioneiros em São Paulo numa tendência iniciada no Rio de Janeiro: casas de espetáculo dentro de shoppings centers. Em uma década, recebeu 288 espetáculos e cerca de dois milhões de espectadores.
Agora, serão renovados o visual externo do teatro, as poltronas e os camarins. A peça “Equus”, com direção de Alexandre Reinecke, baseada na obra do inglês Peter Shaffer de 1973, reabre o espaço em abril.
*Com informações do jornal Folha de S. Paulo
Em debate realizado nesta terça-feira (14/2), em Brasília, durante o Seminário Políticas de (Tele)Comunicações, o presidente da Ancine, Manoel Rangel, afirmou que mesmo que algumas das medidas regulatórias decorrentes da Lei 12.485/2011 não estejam concluídas até o prazo legal de regulamentação do serviço, no dia 12 de março, isso não será nenhum empecilho ao desenvolvimento do mercado.
“Posso assegurar que as medidas estarão regulamentadas quando elas forem efetivamente necessárias. Muitas vezes, trata-se apenas de ajustar uma Instrução Normativa já existente, de maneira pontual”, declarou.
Marcus Martins, consultor legislativo do Senado e pesquisador da Universidade de Brasília, questionou Rangel sobre a oportunidade de que a regulamentação, tanto da Ancine quanto da Anatel, venha completa no momento de abertura do mercado. A Ancine trabalha com a perspectiva apenas de que a Instrução Normativa referente ao SeAC em si e a Instrução Normativa do credenciamento estejam concluídas no prazo de março.
No debate, o presidente da Associação Brasileira de Tv por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, mostrou preocupação com o excesso de regulamentação que está sendo colocada pela Ancine e voltou a manifestar a preocupação com o risco de que as regras de cotas imponham aos operadores a obrigação de compras de conteúdos caros e sem qualidade.
Rangel respondeu, sobre o excesso de regulamentação, que muitas das exigências serão esporádicas, dependendo da necessidade da Ancine, mas que o fornecimento de informações pelo mercado é fundamental para o trabalho da Agência. Sobre as cotas, Rangel disse que esse debate foi superado pelo Congresso e acredita que a própria dinâmica do mercado dará conta de responder às preocupações manifestadas pela ABTA.
O Seminário Políticas de (Tele)Comunicações é organizado pela Converge e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília.
A íntegra da matéria pode ser lida aqui.
*Com informações do site Tela Viva
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (14/2), a Medida Provisória 545/11, que concede incentivos tributários por meio de um regime especial – o Recine –, com o objetivo de ampliar a rede de exibição cinematográfica nas cidades de médio porte e na periferia dos grandes municípios. Máquinas e equipamentos usados pelo setor terão direito à suspensão de tributos, assim como materiais para a construção das salas.
Para ser beneficiário, o contribuinte deverá exercer atividades de implantação ou operação de complexos cinematográficos ou de locação de equipamentos para as salas. O prazo para usar o benefício será de cinco anos.
O Recine funcionará no âmbito do Programa Cinema Perto de Você, que contará com linhas de crédito e investimento para aumentar o número de salas, principalmente em bairros populares de grandes cidades e nos municípios de porte médio.
Na avaliação dos projetos apresentados à Agência Nacional do Cinema (Ancine), para participar do programa deverão ser analisados critérios como compromisso quanto ao preço do ingresso, opção pela digitalização da projeção, local de instalação e parcerias com municípios e estados.
Já o projeto Cinema da Cidade, previsto pela MP, pretende implantar salas de cinema em imóveis públicos em parceria com estados e municípios. A intenção é aumentar o acesso ao cinema em cidades para as quais não houver projeto aprovado de salas particulares. Os recursos serão da União.
Exibição prioritária – O Plenário aprovou dois destaques da oposição e incorporou emendas dos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Mara Gabrilli (PSDB-SP).
A de Bueno determina a exibição prioritária de produção nacional nas salas de exibição atendidas pelo programa Cinema Perto de Você. Já a emenda da deputada paulista prevê que, na construção de salas desse programa, seja observada a acessibilidade nos projetos arquitetônicos.
Outra novidade na legislação é a exigência de que toda obra cinematográfica ou publicitária estrangeira só poderá ser veiculada no país se adaptada ao idioma português. O projeto segue para votação no Senado.
Para ler a íntegra da proposta, clique aqui.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias
A cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, vai ser a primeira do Brasil a ter uma biblioteca-parque, anunciou o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, na segunda-feira (6/2). O projeto de instalação da Biblioteca Pública Municipal Guilherme de Almeida terá um investimento de R$ 4,5 milhões.
O projeto abrange a transferência do atual acervo da biblioteca municipal, que atualmente ocupa 250 m² na Casa da Cultura, para o espaço da antiga fábrica de tecidos Matarazzo.
O novo formato adotado foi inspirado no modelo “biblioteca-parque” das cidades de Medellín e Bogotá, na Colômbia. Esse novo conceito comporta, além dos livros, espaços para cinema, exposição, leitura, alfabetização, teatro e outras ferramentas culturais.
*Com informações do jornal A Cidade
De acordo com o site Digital Trends, o Brasil pode se tornar o primeiro país a adotar medidas impostas pelo Twitter para censurar as postagens envolvendo assuntos relacionados ao trânsito, como limites de velocidade, bloqueios em estradas e postos policiais para checar motoristas alcoolizados.
O governo brasileiro entrou com um pedido de liminar para que a companhia bloqueie essas mensagens. As autoridades acreditam que a censura dos tuítes sobre operações policiais no tráfego podem ajudar nos esforços para melhorar a segurança nas estradas e reduzir os acidentes de trânsito, como também auxiliar na busca e apreensão de ladrões de carros ou contrabandistas de mercadorias ilegais.
Segundo o Twitter, os posts não serão removidos – a menos que haja um pedido de funcionários do governo ou de outro partido que acreditem na ilegalidade da mensagem -, mas sim substituídos por um aviso de censura. Caso o juiz responsável pelo caso conceda a liminar, qualquer um que violar a lei pode receber uma multa de R$ 500 mil reais por dia.
A decisão deve acontecer na próxima semana.
*Com informações do site Olhar Digital
O navegante do Cultura e Mercado pode constatar que nas minhas parcas colaborações para este portal até o momento – duas, para ser exato – tenho me limitado a narrar as peripécias do fazer cultural no Sul, na linha limítrofe entre a generosa nação brasileira e os hermanos platinos.
Neste breve texto, abordo três temas diferentes que levam à constatação de que o nosso segmento segue vítima de desrespeito e agressões constantes, obra de aprendizes e burocratas presunçosos. Por isso, comungo da crença de que seguimos como saco de pancadas, em que pese nossa importância no PIB econômico e simbólico etcetera e tal.
Começo narrando um episódio local para ilustrar a tese. Desde 2001, o Rio Grande dispõe de um mecanismo de apoio direto, o FAC – Fundo de Apoio à Cultura, que hibernava desde sua criação porque nenhum dos Governantes aportou um centavo sequer para o cumprimento de seus objetivos. Com a chegada da Ex-Governadora Yeda Crusius em 2007, os gestores públicos da cultura passaram a exercer forte pressão sobre os produtores culturais para que estes devolvessem recursos supostamente mal aplicados em seus projetos. Em resumo, extorsão. O dinheiro assim havido passou a irrigar o FAC, que foi entregue ao atual Governo Tarso Genro com 1 milhão em caixa. Sob trombetas, se abriu o primeiro Edital, destinado a pessoas físicas e jurídicas que quisessem disputar a incrível quantia de R$ 30 mil por projeto. Dezenas acorreram ao chamado. Foram contemplados 30 projetos de 18 pessoas físicas e 12 de jurídicas. No momento de pagar, interveio a CAGE – Controladoria Geral do Estado e determinou a incidência de 27,5 % de Imposto de Renda sobre o valor total dos projetos apresentados por pessoas físicas!
Em que pese todos os argumentos jurídicos, especialmente a constatação de que recursos incentivados de projetos culturais não pertencem ao patrimônio do Proponente, não se constituindo, portanto, em rendimento, a SEDAC – Secretaria de Estado da Cultura seguiu adiante: consultou a Receita Federal. Não é preciso ser adivinho para saber o resultado: a Receita, tão ciosa de seus deveres, não só ratificou o Parecer como se prepara para atacar os demais fundos e mecanismos de apoio direto que acolhem os sofridos artistas brasileiros, exatamente os peixes pequenos que se apresentam como pessoas físicas para exercer o ofício! Esta é a situação presente e a SEDAC jogou a toalha. Os próximos Editais do FAC mencionarão valores líquidos, já reservado o quinhão das burras federais.
A mesma Receita Federal, sob novas trombetas, veio à imprensa nos últimos dias para anunciar as regras do IR – Imposto de Renda das Pessoas Físicas na virada 2011/12. Garantida pela absurda competência que a faz legislar ao bel prazer, anunciou que os doadores de recursos aos Fundos da Criança e do Adolescente poderão usar o prazo limite da entrega das declarações, 30 de abril, para efetivarem seus aportes. Sabemos todos que os maiores pagadores de IR são exatamente as pessoas físicas, que só podiam fazer suas aplicações até 31 de dezembro do ano base, o que deprimia os investimentos. Felizes pelas crianças e adolescentes, perguntamos: e a Lei Rouanet? E a Lei do Audiovisual? Por que a discriminação?
Vem também do Governo Federal a última notícia que comprova a nossa tese: seguimos apanhando como ladrões persas, isso quando não nos cortam os braços. Depois do enorme alarde da mídia, que acabou derrubando o Ministro do Esporte, o Governo Dilma promoveu devassa nos convênios entre as ONGs – Organizações Não Governamentais, atual sinônimo da máfia no Brasil, e o Poder Público. Dos 1403 convenios avaliados pela CGU – Controladoria Geral da União, 181 foram cancelados, o que representa 12,9% (doze ponto nove) do universo pesquisado! Mais 305 tiveram restrições e poderão ser regularizados após a prestação de contas. Perguntamos: onde estão os ladrões? Quem paga os prejuízos dos convênios abortados e o dano moral da imagem derrubada ao rés do chão? Além de não encontrar as armas químicas, o Governo se limitou a publicar dois decretos transformando as ONGs em suspeitas até prova em contrário.
Até quando, senhores? Até quando ouviremos dos gestores instalados na Esplanada ou nos gabinetes estaduais, os mesmos que partilhavam da planície conosco até pouco tempo atrás, que nada podem fazer? Até quando o cidadão investido de função pública vai morrer de medo de cair nas malhas dos famigerados “órgãos de controle”, as CAGEs, CGUs e TCUs da vida, e nos entregar aos leões para salvar a pele? Até quando a mídia marrom vai mandar no país?
Enquanto isso, os que escolheram a cultura como meio de vida e precisam a cada mês manter o emprego do enorme contingente que vive deste meio, lutam dia a dia para sobreviver, imersos na insegurança jurídica e no mar de lama criado pelos aprendizes e burocratas de plantão. Como se diz aqui no Sul, o que nos conforta é que não está morto quem peleia.